terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Grávido...
Aguardando o desfecho, a solução...
Trata-se de uma pérola que produzo dentro de mim,
Que me inflama, que me arde, que me sangra...
Mas produzida por mim.
Produzida pelo que absorvo:
Estresse...
Cultura...
Alface...
Gordura...
Terá tal valor quando parida for?
Será a Quarta Parede?
O que leva uma pessoa a ouvir música em volume alto e sem fone de ouvido em transporte público?
E pior, o tocado é sempre de péssima qualidade.
Será que o mal gosto tem relação com falta de bom senso? Sim! Total relação.
Certamente este indivíduo deve se sentir em outro plano, isolado do mundo...
Daí a impressão de que a sua frequência de audição é diferente da dos demais.
Será correto agredido? Não! Indique um psicólogo, psicanalista, psiquiatra, uma escola de supletivo...
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Catalisador
Muitas vezes estamos quietos, apáticos e somos arrebatados por alguma obra de arte, que nos dá um novo fôlego e razões para seguir - penso arte assim: um catalisador.
Bem como a paixão, a arte (como a considero) nos provoca sensações que vão do choro ao riso em segundos, nos faz deparar com questões/respostas que sempre estiveram ali, contidas em nosso ser, no aguardo de um incentivo para brotar e quem sabe um dia florescer.
Logo, não nos alimentamos arte, mas de vida! A arte 'apenas' potencializa as questões vitais do indivíduo, consequentemente, da sociedade. Na busca por respostas, nos sentimos saciados, cheios de vida.
Sua arte é o reflexo, o 'RNA' da sua vida e quanto mais fundido estiverem, arte e vida, mais completa serão suas realizações. Creio que por isso que os artistas são vistos como loucos... Estão boa parte do tempo em seu auge de vida, exceto quando falamos de questões capitalistas, é claro.
Fazia muito tempo que não me deparava com uma situação tão maluca quanto essa: me emocionei muito, durante e depois... O nome da obra é Taare Zameen Par - Every Child is Special (Como Estrelas na Terra - Toda Criança é Especial), filme indiano que agora considero obrigatório para professores, educadores, pedagogos, psicopedagogos e afins. Na verdade não só para estes, mas para todas as pessoas que buscam catalisar suas vidas e as de quem está a sua volta.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Alis Grave Nil
(Textos selecionados para a Performance dirigida por mim - apenas estes não são meus).
Alis Grave Nil - Nada é pesado quando se tem asas
A pomba, que por medo do gavião, se recusasse a sair do ninho, já se teria perdido no próprio ato de fugir do gavião. Porque o medo lhe teria roubado aquilo que de mais precioso existe num pássaro: o vôo. Quem, por medo do terrível, prefere o caminho prudente de fugir do risco, já nesse ato estará morto. Porque o medo lhe terá roubado aquilo que de mais precioso existe na vida humana: a capacidade de se arriscar para viver o que se ama.
Mas logo o pequeno pássaro começará a ensaiar seus vôos incertos. Agora não serão mais os braços do pai, arredondados num abraço, que irão definir o espaço do ninho. Os braços do pai terão de se abrir para que o ninho fique maior. E serão os olhos do pai, no espaço que seus braços já não podem conter, que irão marcar os limites do ninho. A criança se sente segura se, de longe, ela vê que os olhos do seu pai a protegem. Olhos também são colos. Olhos também são ninhos. "Não tenha medo. Estou aqui! Estou vendo você": é isso o que eles dizem, os olhos do pai.
Para voar é preciso amar o vazio. Porque o vôo só acontece se houver o vazio. O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas. Os homens querem voar, mas temem o vazio. Não podem viver sem certezas. Por isso trocam o vôo por gaiolas. As gaiolas são o lugar onde as certezas moram.
Curioso: nós, humanos, somos os únicos animais a ter prazer no medo. A colina suave não seduz o alpinista. Ele quer o perigo dos abismos, o calafrio das neves, a sensação de solidão. A terra firme, tão segura, tão sem medo, tão monótona! Mas é o mar sem fim que nos chama: "A solidez da terra, monótona, parece-nos fraca ilusão. Queremos a ilusão do grande mar, multiplicada em suas malhas de perigo...
Esse é o destino dos pais: a solidão. Não é solidão de abandono. E nem a solidão de ficar sozinho. É a solidão de ninho que não é mais ninho. E está certo. Os ninhos deixam de ser ninhos porque outros ninhos vão ser construídos. Os filhos partem para construir seus próprios ninhos e é a esses ninhos que eles deverão retornar.
No crepúsculo, quando a noite se aproxima, o vôo dos pássaros fica diferente.
Em nada se parece com o seu vôo pela manhã. Já observaram o vôo das pombas ao fim do dia? Elas voam numa única direção. Voltam para casa, ninho. As aves, ao crepúsculo, são simples. Simplicidade é isso: quando o coração busca uma coisa só.
A maior solidão é a do ser que não ama.
A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida.
A maior solidão é a do ser encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo.
Anônimo disse...
"Algun dia te enamorarás y no pensarás que estás atado/a a nadie, porque lo querrás tanto que ni te lo plantearás."
domingo, 7 de novembro de 2010
Que Seja...
Preciso me apaixonar...
A cada dia mais tenho certeza disso.
Acho que nunca vivi e não sei se é 'vivível'...
Sei que o amor como conhecemos e sonhamos não existe,
Ele é produto vendido pelas novelas, que seja!
Repito: Que seja!
Que seja uma paixão difícil, mas que seja...
Que seja um sonho, utopia, mas que seja...
Que seja sofrido, enlouquecedor, mas que seja...
Que seja eterno enquanto dure, mas que seja...
Que seja, aconteça, mas que seja...
Que seja...
Seja...
Já...
A...
...
sábado, 6 de novembro de 2010
O Antes... O Agora!!! E o Depois?
Será que somos despojados demais ou os antigos muito conservadores?
Hoje foi Feira Cultural na escola que dou aula... Fiquei dividido entre duas salas: 6º e 7º ano.
De repente, um senhor afirmou horrorizado para meus alunos: "Não estou vendo nada de Candido Portinari aqui" (artista tema da sala do 6º ano). A sorte que no momento, eu estava próximo e fui ao socorro deles que olhavam assustados para o autor de tal exclamação.
Falei educadamente sobre a proposta pedagógica de releitura e principalmente que a intenção não era (nem nunca foi) reproduzir obras alheias, nem criar indústria cultural, mas sim, trabalhar de forma agradável e próxima a eles (adolescentes com várias outras coisas "interessantes" pra fazer, não relacionadas a artes ou educação).
Na saída, o tal senhor argumentou que há 30 anos, foi a uma exposição de Candido Portinari e que tinha sido fantástica... Que bom! As obras são belíssimas mesmo, daí a escolha para estudarmos tal pintor (sua vida, obras, contexto histórico... não necessariamente reproduzir suas obras).
Fico pensando, questionando e concluindo:
Quem falou que existem regras para as artes?
Quem tem direito de afirmar verdades absolutas?
As pessoas não têm noção do peso da palavra/opinião proferida, principalmente para jovens que estão sentido o peso de serem avaliados publicamente pelas primeiras vezes.
Poucos conhecem a realidade do ensino e a dificuldade de motivar jovens a produzir algo e o tempo que leva para tal conquista. E tenho certeza que não foi dessa vez que o que plantei foi destruído em sua germinação, conclusão obtida pelas carinhas de aprovação a minha intervenção supracitada.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Anseio
Está tudo do avesso,
Tudo distorcido,
Eu não sou o que pareço,
Nem nada conhecido.
Hora super transparente,
Às vezes escondido,
Hora lido indecente,
Livre, desimpedido.
Só não sinto o que quero,
Nem quero o que sinto,
Mas sim, ainda espero,
Anseio e não minto.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Elucubrações
O meu peito dói, ele queima!
Arde de dentro pra fora!
A agonia sai e se expressa em forma de tosse!
O que não sai pelo verbo, dito ou escrito,
Sai por todos os poros em forma se suor!
Uma vez achado o caminho de saída...
Com canais abertos, nem antibióticos conterão o fluxo...
É demanda de produção expurgadora de Sentimentos...
Tensões...
Reflexões...
Aflições...
Frustrações...
Excitações...
Elucubrações...
Abate Diário
Me solta vida
Me solta sorte
Me solta deuses
Me solta morte
Revolta de ir com o Sol nascendo
Revolta de vir com o Sol se pondo
Revolta de estar sobrevivendo
De volta ao calendário
De volta a mesmice
De volta ao abate diário
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Desabar Água
Sentimos-nos renovados após horas de sono para restaurar outras horas de extravaso extremo...
Relembrar, reviver, re-ser, renascer é fantástico!
Principalmente quanto se trata de coisas que nos fazem bem e/ou nos fizeram em algum momento especial.
É isso: Temos que buscar e fazer o que nos faz bem! Bem de verdade! Não um bem viciante, mas um bem restaurador!
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Conseguência
(escrevi quando novinho... acabo de achá-lo em meio a papéis velhos... quase foi pro lixo... que vergonha! RS...)
Na vida há propósitos
Nada acontece em vão
São belos sentimentos
Além da imaginação
Quem nasce sempre morre
Simples ordem do patrão
Conforme o tempo corre
A morte dá um empurrão
Sempre fica marcado
Sangrando nosso coração
Supera quem é amado
Por uma sincera paixão
Então sinta satisfação
Em ter alguém do lado
Retribua com atenção
Quando for procurado
Nem só de Ego vive o Homem
Viver de aparecia alimenta o ego... Mas nem só de ego vive o homem!!!
Somos o que somos e não precisamos provar nada pra ninguém.
Não devemos viver como se estivéssemos num palco ou numa entrevista de emprego!
Não significa chutar o balde, bom sendo é bom e conserva os dentes.
Mas não custa nada sermos verdadeiros com nossos sentimentos, nossas verdades, nossa essência.
Um dia o espetáculo acaba;
Um dia nos aposentamos do emprego.
E aí? Vamos nos dar conta que toda essa farsa não valeu a pena quando for tarde demais?
domingo, 31 de outubro de 2010
Ditadura Democrática
As redes sociais como Twitter, acabaram virando uma "terapia reversa". Achamos que temos o poder da palavra e liberdade de expressão, mas na realidade estamos alimentando uma pesquisa de mercado política, eleitoral e marqueteira. Em cima destas opiniões e exclamações, somos manipulados com as nossas próprias idéias e as argumentações parecem que se afinam com elas.
A democracia, a que deve ter e como prega o significado da palavra é diferente da que vivemos e comemoramos como conquista popular. Como podemos ser democráticos se não temos verdadeiras opções? Não se manifestar pode ser uma solução ou involuntariamente fortalecer quem tiver mais peso popular.
O filme Tropa de Elite me levou a tirar algumas conclusões sobre nossa situação:
O primeiro filme foi extremamente superficial e com temas que conquistam a massa, não se mostrou ofensivo a nenhum poder e nos levou a refletir sobre assuntos comuns e corriqueiros vistos em jornais e telejornais diariamente, isto é, se adequou ao sistema, tornou-se interessante pelo sucesso popular e vincular sua marca e apoio a ele, tornou-se mais interessante ainda, inclusive para o sistema.
Uma vez dentro dele (sistema) o poder de expansão de opinião é muito maior.
Ficar gritando nas margens não traz sucesso, o foco é chegar ao centro dele e gritar para todos os lados, para que uma parcela maior possa ouvir e refletir. É isso que segundo o filme faz.
Que ele cause uma movimentação e que culmine em algo, pelo menos, a médio prazo.
Tenho certeza que a censura ( não a que conhecemos) nem percebeu os riscos desta produção, devido ao período eleitoral. Lançar o filme nesta época foi bastante inteligente!
Antigamente as produções que contrariavam o sistema, não aconteciam e/ou morriam fisicamente pela opressão; hoje, elas morrem por falta de apoio, financiamento, publicidade. Isto é, o controle ditatorial permanece, adaptado, mas persiste.
Conhecimentos Privilegiados:
"Monitoração na Web";
"Terapia Reversa";
"Tropa de Elite 2";
"Democracia";
"Ditadura Militar";
"Idade Média".
sábado, 30 de outubro de 2010
Noções...
Temos no máximo noção, mas nunca certeza absoluta.
Notamos as diferenças não pelos grandes atos isolados, mas sim pelos pequenos detalhes que no dia a dia torna-se algo realmente compreensível e/ou verdadeiro.
Lembre-se: somos responsáveis por quem cativamos!
Saiba: as palavras se distorcem conforme o tempo e o interesse!
Descubra: aquilo que a memória ama, fica eterno!
Aprenda: viver é melhor que sonhar...
Entenda: A vida é como um livro, não importa que seja longa, contanto que seja boa...
Bebê Sorrindo
Poxa...
A criatura não tem uma opinião formada a nosso respeito...
Não há uma situação de aceitação social...
Muitas vezes, nem chegamos a incentivar um sorriso...
Mas mesmo assim ficamos completamente hipnotizados com aquela boquinha banguela expressando com toda a sinceridade ou espontaneidade o que sente no momento, mesmo que seguido de um choro...
Da mesma forma que perdemos a capacidade de respirar como bebês, perdemos também o sorriso, a inocência, a curiosidade, a vontade...
Se o mundo não oferecesse, bem, o mundo não, se as pessoas não oferecessem tanto perigo, poderíamos, quem sabe, ser e sentir assim pra sempre...
Os Pássaros Cantam...
Os pássaros cantam e gorgeiam alegremente.
Estou tão influenciável pelas coisas boas que nem noto a existencia das ruins.
Em meio a tanto barruno e poluição sonora de uma grande cidade, consigo focar apenas no canto dos pássaros!
A Chuva Cai
Tempo chuvoso...
Sabemos que chove, mas não sentimos as gotas...
Estamos insensíveis ou anestesiados...
Acho que anestesiados pela inércia...
Não dói, ou melhor, não está doendo no momento...
Não entendo...
Melhor assim!
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Um Dia Bom...
Tudo parece um sonho!
Temos a impressão que vamos acordar a qualquer momento para a realidade...
Todos os dias deveriam ser bons, todos eles!
Só os sonhos são bons?
São bons pq não alcançamos ainda?
Ou será que se já fossem nossos e deixassem de ser sonhos não mais seriam tão bons...
Fato: o que conquistamos ou notamos nosso é menos valioso ou não damos a devida atenção?
Poxa... Precisamos perdê-lo para resgatar o trunfo da ausência e não posse?
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Kapitalismo
Pode ser...
Não é a minha formação, não é o meu pulso, mas me sustenta, me veste, me alimenta...
Valores... Qual o seu? Ele é o mesmo em todas as epocas da vida? NÃO!
Qualidade x Quantidade...
Qualidade financeira não trás felicidade, mas ajuda!
¨&#*@($... Estou no sulco de novo! Será culpa do signo?
Minha vida é um cardápio... Viro as páginas e não sei o que quero!
Fome!!! A inanição ainda me mata!
Uai...
Olho pra trás e vejo a obrigatoriedade de um relacionamento estável, a prisão, o acorrentar de duas pessoas infelizes pela falsa moral...
Olho pra frente e vejo o famoso "ficar", cada vez banalizando mais e mais o que deveria ser sentimento...
Olho pra dentro de mim e não sei onde estou, para onde vou, para que lado vou...
Não gosto da direira, nem da esquerda... A solução será ficar aqui mesmo? Tão só? Avulso?