As redes sociais como Twitter, acabaram virando uma "terapia reversa". Achamos que temos o poder da palavra e liberdade de expressão, mas na realidade estamos alimentando uma pesquisa de mercado política, eleitoral e marqueteira. Em cima destas opiniões e exclamações, somos manipulados com as nossas próprias idéias e as argumentações parecem que se afinam com elas.
A democracia, a que deve ter e como prega o significado da palavra é diferente da que vivemos e comemoramos como conquista popular. Como podemos ser democráticos se não temos verdadeiras opções? Não se manifestar pode ser uma solução ou involuntariamente fortalecer quem tiver mais peso popular.
O filme Tropa de Elite me levou a tirar algumas conclusões sobre nossa situação:
O primeiro filme foi extremamente superficial e com temas que conquistam a massa, não se mostrou ofensivo a nenhum poder e nos levou a refletir sobre assuntos comuns e corriqueiros vistos em jornais e telejornais diariamente, isto é, se adequou ao sistema, tornou-se interessante pelo sucesso popular e vincular sua marca e apoio a ele, tornou-se mais interessante ainda, inclusive para o sistema.
Uma vez dentro dele (sistema) o poder de expansão de opinião é muito maior.
Ficar gritando nas margens não traz sucesso, o foco é chegar ao centro dele e gritar para todos os lados, para que uma parcela maior possa ouvir e refletir. É isso que segundo o filme faz.
Que ele cause uma movimentação e que culmine em algo, pelo menos, a médio prazo.
Tenho certeza que a censura ( não a que conhecemos) nem percebeu os riscos desta produção, devido ao período eleitoral. Lançar o filme nesta época foi bastante inteligente!
Antigamente as produções que contrariavam o sistema, não aconteciam e/ou morriam fisicamente pela opressão; hoje, elas morrem por falta de apoio, financiamento, publicidade. Isto é, o controle ditatorial permanece, adaptado, mas persiste.
Conhecimentos Privilegiados:
"Monitoração na Web";
"Terapia Reversa";
"Tropa de Elite 2";
"Democracia";
"Ditadura Militar";
"Idade Média".