sábado, 29 de janeiro de 2011

Caixinhas

Temos e teremos problemas, angústias e frustrações durante toda a vida.
Devemos desenvolver uma receita, uma metodologia de enfrentá-los produtivamente.

Vamos fazer uma analogia ao quebra-cabeça:

Temos milhões de pecinhas para montar de três quebra-cabeças diferentes, todas misturadas. Se tentarmos montar tudo de uma vez, será um desastre, desgaste e um desperdício gigantesco de energia...

A primeira coisa a fazer é ordená-los por tipo: peças dos “Power Rangers” numa caixinha, do “Rei Leão” em outra e da “Barbie” em outra. Uma vez com “cada um no seu quadrado”, delimitamos horários para nos entregarmos totalmente a cada uma das atividades e buscar solucionar uma delas por vez, ordenadamente, com foco.

O mesmo deve ser feito com nossos problemas: pessoais na hora dos pessoais, profissionais no horário delimitado, acadêmicos da mesma forma. Dependendo do ritmo de vida de cada pessoa, o número de caixinhas vai variar, mas ainda sim, necessitam de horários exclusivos.

Claro que é possível desprender atenção para mais de uma atividade simultaneamente, desde que uma delas não seja um problema, ou cause um ao exercitamos desta forma.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Grãos

Descobrir que não está sozinho nesta praia,

Saber que há pelo menos mais um grão de areia que vive as mesmas angústias e questionamentos, ou similares.

Notar que cada grão reage de formas diferentes às mesmas problemáticas.

Ter certeza que a criação impacta no reflexo da luz,

Identificar empatia e cumplicidade com apenas uma troca de olhar.

Sentir como se este grão fizesse parte, encaixasse na lasca que compõe meu grão.

Compreender que encaixa, mas não se funde...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Amor como Alimento

As últimas refeições não me caíram bem e para não ficar bulímico, acabo me alimentado pouco.

Como sobreviver com alimentação regulada em meio a tantos excessos?

Vegetais não sustentam, massas engordam, gorduras fazem mal ao coração...

Por ter estômago frágil pago um preço alto, mesmo sem garantia de qualidade.

Efervescentes aliviam, mas não resolvem.

Ficar sem comer, nem pensar, a inanição mata!

Até quando viverei de dieta?

domingo, 23 de janeiro de 2011

Planeta Gaiola

Fomos feitos a sua imagem e semelhança, por isso que visitamos zoológicos e/ou mantemos animais em gaiolas? É uma repetição inconsciente que nosso "Amo" faz conosco. A criança imita o adulto em suas ações e gostos, será que fazemos o mesmo?

Temos a possibilidade de libertar o pássaro para que voe, Ele tem?

Livre arbítrio, direito de ir e vir: falsa ilusão... A gravidade nos faz andar em círculos, sola com sola, bilateralmente num labirinto que já mapeamos, mas não encontramos a saída. Se destros, rumamos ao sul, se canhotos, ao norte... Mas sempre em direção ao frio e a solidão, mesmo que em busca de Sol.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Elementar...

Está tudo diferente e ninguém notou.
A pressão, o clima, a noção de tempo...
Está alguém para mundo, assim como estou?
Repare, há um eterno contratempo.

São duas forças brigando
Elementos opostos
Ar e terra de opondo,
De água e fogo compostos

Entre eles há um equilíbrio, uma ligação
Vemos, revemos e não criamos relação
De que tem algo mudando, uma transformação
E que estamos inclusos, sem percepção.

A distância dos sinais será a nossa ruína
Resgatar a inocência da raça, quando ainda menina
Será a solução, a única que culmina
Ter elementos como aliados, não nos incrimina

sábado, 8 de janeiro de 2011

Nada poderia ser pior

Beleza efêmera
Não suporta uma tempestade
Rosa de papel crepom com mancha
Nunca foi de verdade

...Não poderia ser nada pior...

Na brincadeira da criança
Desenho de jardim sem flor
Acabada está a esperança
De uma primavera com cor

Paulatinamente

Limite é algo que estabelecemos para nós mesmos, principalmente em relação ao desenvolvimento pessoal e intelectual.

Definir o destino é impor um limite, logo, devemos valorizar e aproveitar o processo, sendo ele lento ou não. Vale ressaltar que a velocidade varia de pessoa para pessoa e precisa ser respeitada.

Com base no supracitado, entendo meu ingresso na vida acadêmica como mais uma etapa de um processo que jamais se findará e que amplia o grau de maturação capaz de estimular outros novos processos que caminham paulatinamente paralelos ao meu.

Em suma, devemos focar por onde ir, não aonde chegar.