quarta-feira, 11 de abril de 2012

Querer ser, crescer...


O peito dói.
A cada respirar ou notar,
Uma fagulha de vida escapa.
Dói do lado esquerdo.

Pontadas,
Atadas, amargas.
Abstinência de algo que não se tem,
Que nunca se tocou ou provou.

Ânsia de ansiedade,
Desejar ter vontade.
Novidade nova,
Dia claro.

Sede de redundância verdadeira,
De viver algo bom eternamente.
Criar, reviver por viver.
Ser por querer...
Crescer.

Cansado sempre, sempre cansado.


Só queria não precisar ser adulto todo dia,
Não precisar me mostrar adulto todo dia.
Chega um momento que cansamos,
Sempre cansamos!

Cansamos de ser fortes sempre,
De sempre aguentar todo o peso sem cansar.
Precisamos de apoio, não ser sempre só parede.
Queremos ombro para chorar...

Mãos para verdadeiramente acariciar.
Colo e calor para o acolhimento e o frio.
O desencanto acaba transparecendo pelos olhos,
A falta de ânimo, impactando as ações.

A vida, cansada,
Sempre vi vida,
Hoje está vivida...
Há vida, cansada ou dividida,
Perdida.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Ado...


Existem dores que não são da carne, mas da alma.
Dores que não se inquietam, por mais que os momentos sejam ou estejam bons.
Dor humana que nos invade pelo simples fato de respirar,
Completamente potencializada pelo oxigênio.

Ao mesmo tempo em que nos faz viver, nos mata e nos queima,
Faz com que estejamos obrigatoriamente condicionados a arder mais e mais.
Arder de dentro pra fora, arder da região central do peito,
No Externo que cobre o que é interno.

Que protege e lacra o que deveria estar exposto,
Que deveria ser possível de ser arrancado.
Dilacerado, dizimado.
Ado...

De lá pra cá, daqui pra lá...


Temos que carregar nos ombros, o peso da hereditariedade.
Vem conosco, cargas e coisas muito pesadas,
Registradas em cada parte, cada célula do nosso corpo.
Existem coisas nele (corpo), que nem gostaríamos de ter consciência de que existe.
Porém, muitas vezes, somos obrigados a encarar tudo isso e,
Agir pacientemente...

Em meio à inversão de valores, qual a motivação de respondermos por escolhas que não foram nossas?

Responder e agir pacientemente?
-Não, definitivamente, não!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Pra que ser Lua, se é possível ser Sol?


Ferramentas a meu favor...
O inimigo onde ele deve estar...
Se não for espontaneamente, a marra deve ir...
Forças não se medem, não se disputam...
Herdam-se e do poder divino.

Confusões, erros, acertos...
Tudo em prol da evolução,
Do processo humano...
Que não deve ser mesquinho,
Mas autenticamente vivo.

Quem nasceu para o foco,
Não fugirá dele, pois será achado...
Até mesmo se no lodo se for atirado,
De Luz será iluminado, nada mais.

Luz que muitos tentam apagar,
Mas que não são capazes,
Pois a ausência dela gera frustração...
Pra que ser Lua, se é possível ser Sol?